domingo, 15 de julho de 2012

HISTÓRIA E FOTOS JUAZEIRO,BA - Parabéns Juazeiro 134 anos!!!!


"O trabalho com a memória e as relações entre a História e o Tempo Presente, oferecem chaves para releituras do Passado seguindo as necessidades atuais. É válido registrar o que se passou para propiciar margens de uma contemporaneidade profícua e um futuro cada vez mais brilhante e com mais acertos em decorrência do erros cometidos"

 



Conta-se que, em determinado ponto da margem direita do rio São Francisco, existia uma árvore frondosa e de muita sombra – um pé de juá. Os boiadeiros a transformaram em ponto de descanso, chamando o lugar de Passagem do Joaseiro. Aí se cruzaram os acessos fluvial e terrestre, caminho natural de bandeirantes, servindo de ligação entre Sul, Nordeste e Norte do país. Joaseiro foi criado em 1833, sendo que desde 1596 seu território já era percorrido pelo bandeirante Belchior Dias Moreira. Em 1706, chegada a Missão São Franciscana para catequizar os índios da região. Eles construíram um convento e capela com uma imagem da Virgem que de acordo com a lenda local, teria sido encontrada por um índio em uma gruta. Joaseiro foi elevada a categoria de Vila e posteriormente comarca, tornando-se cidade em 15 de julho de 1878 pela Lei nº 1.814.




★ O Joaseiro do Século XIX/XX ★







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Ziziphus Joaseiro
★ Visto a 7 cores do Arco-Íris ★





Sísifo de Corinto foi um grego que tem sua biografia traduzida na superação da morte e no mito de seus incansáveis esforços. O nobre rei grego enganou a morte que Zeus havia lhe enviado, aprisionando-a e dispertando a ira e fúria dos deuses. A inveja das divindades pelo mais astucioso dos homens o levou ao castigo eterno em que consistia no árduo trabalho de rolar uma enorme pedra a que está amarrado por toda eternidade em uma montanha infinita próxima ao Olimpo. Colocada em suspensão sobre um rio de lágrimas e suor, a pedra sempre despencava porque era feita de chumbo e do regaço da planície. Nunca houve tamanho castigo para um único homem na Terra do que essa perda de liberdade, cansaço eterno e o desespero completo da esperança.

Ziziphus é hoje o gênero científico da árvore da vida, o Joaseiro. No sertão nordestino, perante à seca, é a única que se matém verde na paisagem árida com seus ramos tortuosos e repletos de espinhos. Tal atribuição é uma alusão ao mito de Sísifo onde o herói é transfigurado, apresentando o tema do desafio lúcido do homem que, em face de uma incriminação injusta, recusa qualquer ajuda sobrenatural. Ele luta para superar suas limitações. A força, a astúcia, a rebeldia e a resistência dos homens livres de todas as eras e nações contra a tirania dos deuses, seriam perfeitas para caracterizar a personalidade do juazeirense. Essa foi a motivação a qual deu origem ao nome da, até então, pequena povoação do Submédio São Francisco.

Da Suméria à Roma, da América ao Egito, de Halicarnasso à Joaseiro, em qualquer tempo, a narração do passado e a investigação dos fatos da extensa narrativa da bela história, sempre foram esfinges desafiando os homens. Tanto quanto o Brasil já era português antes de ser descoberto, também Joaseiro já pertencia ao futuro, desde antes ainda de a si mesmo descobrir-se. Os deuses se foram mas Sísifo ficou e a montanha foi erodida pelo tempo. Triunfou-se a esperança.





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- Vista da cidade de Joaseiro a partir da cidade vizinha -


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- Vista da cidade de Joaseiro em 1989 -



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- Vista da cidade de Joaseiro em 1995 -



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- Vista da cidade a partir da Ponte em 1997 -


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- Perspectiva a partir da Ponte -


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- Vista da construção do acesso a Ponte que corta a cidade -



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- Cais de Joaseiro -


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- Cais de Joaseiro em cheia do Rio São Francisco -


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- Perspectiva da cidade e Procissão de Bom Jesus dos Navegantes em 01 de Janeiro -


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- Cais do Porto e embarcações -


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O atual município de Joaseiro povoado por índios quaisquais, galaches e outras tribos da nação Cariri, teve suas terras incluídas nos domínios da Casa da Torre dos Gárcia d' Ávila. O seu território foi percorrido, em primeiro lugar, pela bandeira de Belchior Dias Moréia em 1596, quando esse sertanista partia de Rio Real na Bahia, atravessando as montanhas de Jacobina, penetrando em terras de Queimadas e chegando à Barra do São Francisco. Descendo o rio apartir dessa cidade, chegou ao Salitre e se lançou em direção à Curaçá, Jeremoabo e Itabaiana em Sergipe, para chegar ao seu ponto de partida.

Francisco Dias d' Ávila nos atuais territórios juazeirenses procurava minas de ouro e se instala em Juremal aonde se trava uma grande luta contra os índios quaisquais e os galaches oriundos de aldeias em Pambu, Rodelas, Ibó e Aracapá, todos envolvidos no combate a pouco mais de quarto léguas do Rio Salitre. Os índios batiam fortemente e de modo feroz, entretando os bandeirantes os venceram.

Joaseiro, capital do baixo e médio São Francisco, surgiu nos fins do século XVII, ponto de passagem do cruzamento de duas velhas estradas interiores; a fluvial que é representada pelo rio São Francisco; e os caminhos sertanejos das bandeiras. O ponto exato desse cruzamento era denominado de Passagem do Joaseiro.






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- Vista da Zona Leste com destaque para a Estação do São Francisco -



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- Vista da Zona Oeste a partir do Cine Theatro -



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- Vista da Zona Oeste a partir do Cine Theatro com destaque a Igreja da Praça da Misericórdia -


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- Perspectiva do Estádio Juazeirense a partir da Igreja Matriz -


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- Perspectiva da Rua XXVIII de Setembro a partir do Cine Theatro -


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- Barcos no Cais do Porto -


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- Local de desembarque de mercadorias -


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- Transporte de passageiros juazeirenses -


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- Transporte de mercadorias e ao fundo construção da Ponte na década de 50 -


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- Balsas na Orla e ao fundo a Ponte já construída levanta para a passagem do Vapor que segue rio acima -



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A navegação do São Francisco era feita, até os fins do século XVIII, por canoas e ajoujos. Depois vieram as barcas construídas por Francisco Longuim e passaram a navegar a saveiros, embarcações a vela denominadas de "paquetes". Foi em 1851 que o Saldanha Marinha navega pelas águas do rio das Velhas, naquele ano ele saiu de Sabará, desceu o rio e aportou em Joaseiro, seguindo até Boa Vista em Pernambuco.

A partir do ano de 1871 quando o Saldanha Marinho singrou às águas do São Francisco, na carreira do rio, os remeiros cantavam em versos e prosas as toadas de uma cidade luxuosa e faceira.

O barqueiro se encantava com a elegância das pessoas posicionadas no cais e rampas, as quais acenavam os lenços saudando os vapores da Viação Bahiana do São Francisco.
Não existia nas barrancas do "Rio do Ouro", um povo tão alegre, luxuoso e hospitaleiro. As platibandas das construções beira-rio atestavam à importancia da terra dos coronéis e barões apadrinhados dos governadores e deputados da capital Bahiana. O desenvolvimento social/político, acentuava-se no progresso em cada intendência e a cidade do juá, deixava de ser "Passagem" para orgulhosamente ostentar o título de "Capital do São Francisco".







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- Marinha. Joaseiro jácontava com sua Capitania dos Portos -


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- Os grandes barcos a Vapor eram onipresentes no lado bahiano. Fazendo o percurso Joaseiro/Pirapora frequentemente -


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- Um dos maiores e principais navios do São Francisco -


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- Eis o Vapor Wenceslau Braz desativado em 1975 e sucateado irresponsavelmente no porto da Franave de Joaseiro em 1981 -


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- Mestre Lula com vista da Igreja ao fundo -


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- Barco de Euvaldo no Rio -


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- Carregamento de bebidas pelo São Francisco -


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- Joaseiro como importante cidade portuária dotava de cenas comuns a essas, típicas de relatos literários -


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- Transformação do Vapor Saldanha Marinho que já chegou a navegar até no Rio Mississípi/EUA. Atualmente se encontra aberto a visitas na orla bahiana -


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- As carrancas eram colocadas nas embarcações para afugentar os maus espíritos, principalmente o Nego da Água. Foto da Orla em 1999 -



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A estrada de ferro de Salvador ao São Francisco, chegou à Joaseiro em 1896. O fato se realizou ao som da Philarmônica 28 de Setembro com a sociedade juazeirense e suas figuras de destaque e prestígio social, citando os nobres cavalheiros: João Evangelista, Leônidas Torres, Aprígio Duarte, Henrique Rocha, Antônio Adri, Pedro Ventura Esteves, Figueiras Cavalcanti, Nonato Pita e Paes Barrêto.

O edifício da Estação de Joaseiro era um primor de arte, feito de Dr. Miguel de Teive e Argôlo, um ilustre engenheiro civil. A obra foi edificada sobre uma base de granito de quatro metros de profundidade, tinha sua frente voltada para o rio São Francisco com o intuito deste servir de espelho à sua majestosa fachada.

O prédio ocupa uma área de 532 m2, sendo 19m por 28m, tem dois pavimentos compostos por um térreo e outro assobradado. O térreo era ladrilhado a mosaico italiano e era dividido em salão de entrada, salão para passageiro de 1º classe e um outro salão para passageiros de 2º classe. Subindo, se observa o mármore chinês circundando o ladrilho desse pavimento. As escadas eram de madeira de lei com belos candelabros, havia também uma outra primorosa escada de cantaria guarnecida de um gradil de ferro.

A fachada da Estação do Joaseiro é encimada por vistosa e expressiva alegoria, forrada por duas gigantescas e bem trabalhadas figuras representando o Trabalho e o São Francisco, ambas assegurando uma roda com asas que era o emblema da Estrada de Ferro e do Progresso. Nas torres verifica-se uma estátua do Comércio e outra da Lavoura, símbolos das nações mais ricas do mundo.







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- Estação dos Lordes -


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- Velha Estação que se localizava na Beira do São Francisco -


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- Era um dos mais belos prédios da Bahia -


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- A mais movimentada parada da Estrada de Ferro do Sertão Bahiano -


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- Tamanha imponência em pelo sertão da Bahia -


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- Ao som do apito do trem a alegria do juazeirense contagiava os passeios e viagens pela Ferrovia -


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- Porém, em favor do Progresso, foi preciso demolir a Estação para a passagem da construção da Ponte. Na foto, o grandioso trabalho de derrubar a obra e a ponte encostando na margem bahiana -


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- Estrutura das Obras da Ponte chegando na Estação -


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- Vista dos fundos da Velha Estação que demonstra a necessidade de demolição em decorrência do encontro com a Ponte -


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- Depois de colocar abaixo o prédio, fizeram como acesso à Ponte. . . rampas . . . -



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A Presidente Dutra liga Joaseiro ao estado de Pernambuco, construída na década de 1950, tem extensão de 801 metros sobre o rio São Francisco.
Foi a segunda ponte em concreto protendido (concretos com fios ou cabos de aço especiais de protensão) do Brasil. A execução foi feita por um consórcio entre a firma brasileira Estacas Franki Ltda. (de origem belga) e a firma francesa Entreprises Campenon Bernard. O projeto foi concebido por Eugéne Freyssinet e o cálculo foi desenvolvido na França, por sua equipe. A concorrência para execução desta ponte foi em maio de 1949.







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- Princípio da Construção da Ponte -


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- Pilares no rio. -


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- A execução foi feita em partes simultâneas -


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- Obras quase em finalização. -


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- Depois de pronta a Integração entre os juazeirenses e vizinhança passou a ser intensa -


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- Era o princípio da grande movimentação que atualmente ultrapassa os 50 mil veículos diariamente -


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- Perspectiva lateral -

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ex-agente da CIA diz que óvni foi encontrado nos EUA há 65 anos



No 65º aniversário do Incidente Roswell, Chase Brandon, que serviu à CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) por mais de duas décadas, revelou a existência um arquivo oculto da CIA sobre o objeto voador não identificado (óvni) supostamente encontrado na cidade americana. "É, realmente aconteceu", afirma o funcionário. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.


O caso se refere aos acontecimentos ocorridos em julho de 1947 em Roswell, no Novo México (EUA), onde teriam sido encontrados destroços de um disco voador. Teóricos da conspiração acreditam que corpos de alienígenas tenham sido autopsiados, e que as tecnologias modernas tenham sido criadas a partir de descobertas feitas no interior da nave.
O agente disse que a informação está escondida em um cofre dentro do quartel general da agência na cidade de Langley. "Foi em uma área restrita. Havia uma caixa que chamou minha atenção. Estava escrito sobre ela 'Roswell'. Eu remexi dentro dela, coloquei a caixa na prateleira e disse: 'meu Deus, realmente aconteceu'", conta o agente. "Não era um balão meteorológico - como foi afirmado na época - era uma nave de outro planeta", afirma.
Por 25 anos, Brandon serviu no serviço clandestino de elite da CIA como agente infiltrado, oficial de operações secretas desempenhando missões que envolviam terrorismo internacional, tráfico de drogas e contrabando de armas.



Quando o incidente em Roswell aconteceu, autoridades militares divulgaram um comunicado à imprensa, que começava assim: "Os muitos rumores sobre um disco voador se tornaram verdadeiros ontem, quando o oficial de inteligência do 509º Grupo de Bombardeios da Força Aérea americana, com base aérea em Roswell, se apoderou de um disco."
Porém, apenas 24 horas depois, os militares mudaram sua história e declararam que o objeto que eles pensaram ser um disco voador era, na verdade, um balão meteorológico que havia caído em um rancho próximo do local. Surpreendentemente, a mídia e o público aceitaram a explicação sem questionar.
Agora, agentes como Brandon questionam a versão oficial do acidente. Ele afirma, no entanto, que não vai revelar exatamente o que havia dentro da caixa que "acabou com suas dúvidas sobre o incidente de Roswell". "Havia alguns materiais escritos e algumas fotografias, e isso é tudo que eu vou dizer sobre o conteúdo da caixa", declarou ao Huffington Post.


Documentos
Documentos divulgados anteriormente parecem confirmar a história de Brandon - ou pelo menos a ideia de que autoridades americanas estariam encobrindo o envolvimento com alienígenas. Um memorando que parece provar isso foi publicado pelo FBI. O departamento tem disponibilizado milhares de arquivos em um site chamado The Vault (O Cofre, em tradução livre).
Entre eles, está o memorando escrito por Guy Hottel, agente especial encarregado do escritório de Washington em 1950. No documento, cujo assunto é "Discos Voadores", Hottel revela que um investigador da Força Aérea declarou que "três chamados 'discos voadores' haviam sido recuperados no Novo México". O investigador teria dado a informação a um agente especial. O FBI censurou a identidade do agente e do investigador. 



"Eles foram descritos como sendo de forma circular, com aproximadamente 50 m de diâmetro", afirma Hottel. "Cada um teria sido ocupado por três corpos humanos, mas de pouco mais de um metro", acrescentou. Segundo o relato, os corpos estariam vestidos com panos metálicos e cada um foi enfaixado de um modo semelhante ao utilizado nas roupas usadas por pilotos de teste de velocidade.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Educar com Amor!

       

Existem muitos autores que são contrários ao afeto dentro da sala de aula, mas esquecem que estamos vivendo hoje uma realidade muito difícil para as crianças.
      Antes o papel do professor resumia-se a transmissão do conhecimento é verdade, mas isso acontecia porque as crianças viviam em lares estruturados, mesmo que sem o amor que deveriam receber sabiam que aquele ambiente era um lugar seguro para eles. No entanto, o que acontece hoje? As crianças perderam o referencial que tinham antes (Pai e Mãe), a estrutura familiar foi modificada, não havendo mas um lar, mas um lugar onde podem ficar. Muitas vezes os pais nem vêem os filhos apesar de dividirem o mesmo teto. 


       O afeto, o carinho, o diálogo está ausente neste relacionamento entre pais e filhos. Raros são hoje, os pais que conseguem apesar de toda correria de suas vidas dedicarem um tempo de amor e atenção para com seus filhos. Estes pais merecem os Parabéns por ainda conseguirem desempenhar bem o seu papel.
      Mas sabemos que esta não é a realidade da grande maioria das crianças e adolescentes de hoje que começam a fazer parte do mundo sem terem a base inicial que deveriam ter adquirido em casa, com seus genitores.


      Refiro-me à base moral, de respeito aos limites para que não saiam por aí caindo nas ciladas da vida e atropelando aos que entram em seu caminho. É duro pensar nessa situação, mas esta é a realidade que vivemos no momento. Pais que não conseguem fazer seu papel compram seus filhos com o que a mídia determina ser bom. Tornam os filhos consumistas sem limite de tudo sem avaliarem o que estão disponibilizando para eles.


     Basta observar os desenhos infantis de hoje, os heróis que as crianças admiram e vivem consumindo produtos que tem esses personagens. Os pais não percebem que nas pequenas atitudes estão contribuindo para formação da personalidade de seus filhos e não são produtos que substituirão o carinho e a atenção que a criança precisa. Nós educadores, nunca substituiremos os pais e nem devemos assumir o papel deles. Mas cabe a nós contribuímos de maneira adequada, com a parcela que nos cabe, na formação da personalidade desta criança, lembrando sempre que eles aprendem pelo exemplo e não pelo que falam para fazerem. Dessa forma, agindo com atenção e carinho, começarão a observar mais as nossas atitudes e quem sabe procurarão seguir um caminho mais digno e certo em suas vidas.





 
      Professora graduada em Pedagogia, pós graduada em Gestão escolar e cursando psicopedagogia.
Trabalhou como pedagoga e atualmente trabalho como professora da rede municipal de ensino em Petrolina-Pe.
 

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Ondas em praia da Califórnia são iluminadas por azul misterioso à meia-noite


  Reprodução/Daily Mail

O fotógrafo Steve Skinner consegiu captar imagens belíssimas em uma praia da Califórnia, no Oceano Pacífico. À meia-noite, tudo estava escuro, mas cada onda que se formava em uma praia famosa de surf da região foi retratada com um flash azul muito diferente.

  Reprodução/Daily Mail

Steve visitou a praia especialmente para captar o estranho fenômeno causada por algas nas águas da praia de Swami. Quando as ondas se formam, as algas emitem um flash de luz azul - chamado de bioluminescência - e provocando essas imagens espetaculares.


  Reprodução/Daily Mail

Apesar da beleza visual do fenômeno, a grande quantidade de algas é prejudicial uma vez que diminui o oxigênio da água, prejudicando o ambiente marinho. Durante o dia, elas geram uma cor castanho-avermelhada conhecida como maré vermelha.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A greve dos professores da rede estadual da Bahia


                                                         (clique na imagem para melhor visualização) 
A greve dos professores da rede estadual de ensino básico da Bahia já passa dos 50 dias. Além de 1 milhão de alunos sem aulas, o governador da Bahia, Jaques Wagner ( PT), resolveu cortar os salários dos grevistas e o movimento foi considerado ilegal pela justiça. Até a presente data ( 01 de Junho) não houve um acordo para o fim de greve e as manifestações de professores, pais e alunos na ruas de Salvador e cidades do interior são cada vez maiores. O governador, no entanto, permanece inflexível e afirma que só abre negociações e efetua a devolução dos salários se os professores retornarem ao trabalho.


Para entender a greve

Em Novembro de 2011 o governo da Bahia assinou um acordo com a categoria se comprometendo a pagar o reajuste do Piso Nacional do Magistério – um reajuste de 22,22%, com o piso passando de R$ 1.187 para R$ 1.451. Tais valores são definidos ( e corrigidos) de acordo o FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica.

O governo da Bahia alega que já paga o Piso Nacional aos professores desde 2009 e que “não há como oferecer o reajuste de 22%”. No entanto tal "reajuste" foi concedido apenas aos professores de nível médio ou licenciatura curta – já para os demais professores o reajuste foi de 6,5%, o mesmo para todo o funcionalismo. Na verdade o "reajuste" a estes professores é uma espécie de trapaça: o que o governo fez foi transformar gratificações - e outras vantagens adquiridas pelos professores ao longo do tempo - em subsídios.

Além disso, o governo da Bahia também afirma pagar “salários acima de Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo”. De acordo com as informações do site da Secretaria de Educação da Bahia, um professor com pós-graduação em regime de 40 horas recebe R$ 3.817,00 de remuneração – um professor iniciante, segundo o governo, recebe R$ 2.084,00. 

Estes valores, infelizmente, não são verificados nos contracheques dos professores da rede estadual. Assim temos o quadro que levou a greve a passar dos 50 dias: o descumprimento do acordo por parte do governo da Bahia - e Wagner, ingenuamente, afirmou "não saber" de tal documento assinado - o não pagamento do reajuste do piso salarial para todos os professores, o corte de salários, a greve considerada ilegal e principalmente a intransigência do governador Jaques Wagner.

Tudo igual na Bahia: "cabeça branca" continua.  
O grupo político de Antônio Carlos Magalhães dominou a Bahia por décadas até ser derrotado em 2006 nas eleições para governo do Estado por Jaques Wagner, do PT. A esperança de que finalmente os baianos teriam mudanças significativas no governo e nas políticas públicas aos poucos se tornou frustração, principalmente em áreas como Educação e Segurança Pública. Quem é professor na Bahia, tanto da rede básica quanto das universidades estaduais, sabe o que é o governo Wagner – em 2011 os professores universitários permaneceram em greve por 2 meses e em 2007 também houve longa greve dos professores da rede básica.

O que causa estranheza, seja em 2007, 2011 ou 2012, é a postura intransigente e arrogante do governador Jaques Wagner, um ex-sindicalista que alçou projeção política através de participações e apoios a greves – e não apenas ele, mas também muitos políticos do PT que marcavam presença em assembleias sindicais e manifestações grevistas e hoje, no “poder”, viraram as costas, seguem o burocrático discurso oficial e há até deputado da "base governista" que  desrespeite professores - e desta vez sobrou até para alguns pais de alunos. Em todas estas greves ocorridas durante o mandato de Wagner houve ameaças de corte de salários ( que aconteceram, no caso dos professores) e uso de propaganda incessante em diversas mídias ( TV e rádio, principalmente) para tentar convencer a população de que este é um governo aberto ao diálogo e age com transparência – e alguns jornalistas “formadores de opinião” e parte da imprensa baiana fazem coro ao governador tentando atribuir a culpa da greve única e exclusivamente aos professores, utilizando termos como “radicalização” (por parte dos professores), “greve ilegal”, “alunos prejudicados” e “o governo não pode pagar”. Talvez seja receio em perder as verbas de propaganda do governo.

E o governador Jaques Wagner mantém uma característica interessante: não importa o que esteja acontecendo na Bahia - greve da PM, greve dos professores, a pior seca no sertão nos últimos 30 anos - a saída de Wagner é o aeroporto. Trata-se do governador que mais viajou ao exterior no atual mandato - imaginem se ele fosse Ministro do Turismo.


Mas não tem dinheiro mesmo? 


A justificativa do governador da Bahia – e de quase todos os políticos quando se fala em verbas para a Educação – é a falta de dinheiro ou, se preferirem um termo no “economês”, a famosa “restrição orçamentária”.

A verba do FUNDEB para a Bahia para 2012 é de R$ 2,2 bilhões; 60% deste valor deve ser utilizado para remuneração dos professores. Perguntas: o que é feito deste dinheiro? Por que o governo Jaques Wagner não é transparente quanto ao destino desta verba? Por que tanta dificuldade em cumprir uma Lei Federal?   

Enquanto isso o governo da Bahia comemora, sempre com muita propaganda, a escolha de Salvador e do estádio da Fonte Nova como uma das sedes para a Copa das Confederações em 2013 e, claro, Copa do Mundo em 2014. Ninguém se entende quanto aos custos do estádio: para o Tribunal de Contas da União, o valor ultrapassa R$ 1 bilhão; para o governo federal, o valor ficará em R$ 597 milhões; e para o governo estadual, a Fonte Nova custará R$ 592 milhões. E o mais interessante de tudo: durante 15 anos o governo da Bahia deverá pagar R$ 107 milhões (por ano!) conforme previsão do contrato de parceria público-privada. E os números para a Copa não param de impressionar: R$ 6,712 bilhões sairão dos cofres públicos para a construção e reformas de estádios. Ah, o “legado”? Qual foi o legado que os Jogos Pan-Americanos de 2007 deixou ao Rio de Janeiro? Na época só se falava do “legado” e das “melhorias” que os jogos trariam para a cidade - e pelo visto não foi muita coisa.

Nada contra o futebol, pelo contrário, mas a pergunta permanece: não tem dinheiro mesmo?

 
 
 
De novo, Gustavo Mauricinho Ioschpe...
...aparece dizendo que “aumentar o salário do professor não é um caminho para melhorar a qualidade da educação”. Talvez o economista e “especialista em educação” (!) não saiba que, dentre as profissões de nível superior, o magistério paga os salários mais baixos – e este é um dos motivos para um “apagão” no ensino público, onde faltam professores principalmente de disciplinas como Matemática e Química.
É claro que Educação de qualidade vai além da questão salarial, mas tal questão não deve ser excluída. Como é possível que um país com a 6ª ou 7ª  economia do mundo pague salários tão irrisórios no magistério, desestimulando quem queira seguir a carreira de professor? Como falar em qualidade de ensino se os professores precisam pular de escola em escola pela cidade para completar carga horária estafante e assim melhorar um pouco os salários?

Entre Gustavinho Ioschpe e Paulo Freire, a escolha é óbvia: “Se há algo que os educandos brasileiros precisam saber, desde a mais tenra idade, é que a luta em favor do respeito aos educadores e à educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e não só um direito deles.” ( in Pedagogia da Autonomia)

segunda-feira, 2 de julho de 2012


A Independência da Bahia: um dos mais intensos episódios de luta contra a dominação portugesa no Brasil.


A declaração de independência feita por Dom Pedro I, em sete de setembro de 1822, deu início a uma série de conflitos entre governos e tropas locais ainda fiéis ao governo português e as forças que apoiavam nosso novo imperador. Na Bahia, o fim do domínio lusitano já se fez presente no ano de 1798, ano em que aconteceram as lutas da Conjuração Baiana.

No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. Os grupos favoráveis ao fim da colonização enxergavam na transformação liberal lusitana um importante passo para que o Brasil atingisse sua independência. No entanto, os liberais de Portugal restringiam a onda mudancista ao Estado português, defendendo a reafirmação dos laços coloniais.

As relações entre portugueses e brasileiros começaram a se acirrar, promovendo uma verdadeira cisão entre esses dois grupos presentes em Salvador. Meses antes da independência, grupos políticos se articulavam pró e contra essa mesma questão. No dia 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.

Utilizando autoritariamente as tropas a seu dispor, Madeira de Melo resolveu inspecionar as infantarias, de maioria brasileira, no intituito de reafirmar sua autoridade. A atitude tomada deu início aos primeiros conflitos, que se iniciaram no dia 19 de fevereiro de 1822, nas proximidades do Forte de São Pedro. Em pouco tempo, as lutas se alastraram para as imediações da cidade de Salvador. Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora se tornaram os principais palcos da guerra.

Nessa primeira onda de confrontos, as tropas lusitanas não só enfrentaram militares nativos, bem como invadiram casas e atacaram civis. O mais marcante episódio de desmando ocorreu quando um grupo português invadiu o Convento da Lapa e assassinou a abadessa Sóror Joana Angélica, considerada a primeira mártir do levante baiano. Mesmo com a derrota nativista, a oposição ao governo de Madeira de Melo aumentava.


Durante as festividades ocorridas na procissão de São José, de 21 de março de 1822, grupos nativistas atiraram pedras contra os representantes do poderio português. Além disso, um jornal chamado “Constitucional” pregava oposição sistemática ao pacto colonial e defendia a total soberania política local. Em contrapartida, novas forças subordinadas a Madeira de Melo chegavam a Salvador, instigando a debandada de parte da população local.

Tomando outros centros urbanos do interior, o movimento separatista ganhou força nas vilas de São Francisco e Cachoeira. Ciente destes outros focos de resistência, Madeiro de Melo enviou tropas para Cachoeira. A chegada das tropas incentivou os líderes políticos locais a mobilizarem a população a favor do reconhecimento do príncipe regente Dom Pedro I. Tal medida verificaria qual a postura dos populares em relação às autoridades lusitanas recém-chegadas.

O apoio popular a Dom Pedro I significou uma afronta à autoridade de Madeira de Melo, que mais uma vez respondeu com armas ao desejo da população local. Os brasileiros, inconformados com a violência do governador, proclamaram a formação de uma Junta Conciliatória e de Defesa instituída com o objetivo de lutar contra o poderio lusitano. Os conflitos se iniciaram em Cachoeira, tomaram outras cidades do Recôncavo Baiano e também atingiram a capital Salvador.


As ações dos revoltosos ganharam maior articulação com a criação de um novo governo comandado por Miguel Calmon do Pin e Almeida. Enquanto as forças pró-independência se organizavam pelo interior e na cidade de Salvador, a Corte Portuguesa enviou cerca de 750 soldados sob a lideranaça do general francês Pedro Labatut. As principais lutas se engendraram na região de Pirajá, onde independentes e metropolitanos abriram fogo uns contra os outros.

Devido à eficaz resitência organizada pelos defensores da independência e o apoio das tropas lideradas pelo militar britânico Thomas Cochrane, as tropas fiéis a Portugal acabaram sendo derrotadas em 2 de julho de 1823. O episódio, além de marcar as lutas de independência do Brasil, motivou a criação de um feriado onde se comemora a chamada Independência da Bahia.

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